Assisti o episódio especial de Smallville, Absolute Justice, e gostaria de comentar um insight que tive.

Mas, ó! Corro o risco de soltar alguns spoilers, ok?!

No episódio as personagens clássicas de HQ’s Gavião Negro, Sr. Destino, Sideral e Stargirl, membros da aposentada Sociedade da Justiça da América, precisam se juntar novamente para deter Geada em sua vingativa intenção de eliminar cada componente da Sociedade. É aí que surge a aliança entre a descompromissada e imatura Liga da Justiça – que ainda não tem esse nome no seriado -, e a Sociedade da Justiça.

O que achei legal no enredo é como é mostrado a importância de uma nova geração de heróis aprender com a geração anterior. Os antigos heróis reconhecem que o seu tempo é findo e depositam suas esperanças em sangue novo – well, digamos que o Gavião Negro não bota muita fé.

Mas, o que a futura Liga da Justiça tem a aprender com a já experiente Sociedade da Justiça? Você pode pensar que é como derrotar vilões, ou como aperfeiçoar seus poderes ou aumentar sua força e tal. Mas, não é isso… e, é aí que achei interessante! Em diálogo com a Chloe Sullivan, dentro da Torre da Vigilância, Stargirl a indaga: “Onde está a mesa? Onde vocês comem?”

Chloe, com um semblante de “o que é mesmo que se passa?” não entende a colocação. Ao que a outra explica que eles, a Sociedade da Justiça, costumavam comer juntos, reunir não somente quando a urgência chamava, mas para se divertirem, passar tempo uns com os outros. Eram uma família…

Isso me fez pensar, claro, na famigerada igreja. A grande maioria se reune apenas para tratar de estratégias para vencer o “mundo”, para expandir o ministério, para cumprirem uma obrigação semanal e totalmente dependente de liturgia. O ambiente em que costumam realizar os cultos, missas ou quaisquer que sejam os nomes, são lugares pouco íntimos. Geralmente são antigos teatros, cinemas, ou imensos galpões; de maneira que possam  aglomerar o máximo de gente possível. Quanto mais crescem em número menos vínculos pessoais sustentam entre si. Todos estão ali por um tipo de missão(obrigação?), seja desde prestar culto, cantar, ouvir uma pregação, cumprir um rito religioso para desencargo de consciência, até os mais vis dos motivos. Mas, é aí que também pergunto: Onde está a mesa?

Mesa significa intimidade. Jesus prezava muito por comer junto dos seus. De fato, é um momento sublime compartilhar a mesa com outras pessoas. Quem está à mesa conosco? Costumam ser amigos, amados e pessoas a quem queremos bem; irmãos! A igreja parece ter perdido isso. As reuniões não conclamam à comunhão dos presentes, muito menos à conversa entre todos, à edificação mútua dos membros do Corpo. É um grande monólogo… uma palestra… uma demostração de oratória, muitas vezes!

Por que ao invés de locar/comprar antigos teatros, cinemas ou galpões, não comprar antigos casarões, bares ou restaurantes? Já que querem “templos”, por que não construí-los de forma a sugerir maior interação para os que estarão dentro? Por que não evitar inflar a máquina religiosa e espalhar os crentes em grupos que permitam maior intimidade? (e não me venham falar de células ou G12 como solução, please).

Onde está a mesa para a festa do amor da igreja?

Se você curtiu este post, então receba atualizações via RSS feed!