Artigos com o marcador Deus
Quem é o pior?
01/09/10
Fonte: Passoca Verde
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Já passei por situação semelhante com algumas variáveis diferentes!
Incompreensível, inexplicável, definitivamente não-racionalizável
30/08/10
Excelente para começar a semana! Passando no blog da Ju, deliciando-me com esse poema e, com surpresa, descobrindo um livro escrito por ela publicado: Diários do purgatório. Ah, agora eu quero!
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E o Criador me deu um instante da sua presença para satisfazer meu desejo, para que eu não me desiluda no meu anseio de conhecê-lo.
Sem passar
Sem pisar de fato
Marcou a areia
Se por pouco, se por muito
Quantos passos, em quantos segundos
Não calculei
Mas a areia marcada
Brilhando de luz de lua
O mar indo e vindo,
coberto de estrelas
Azul escuro
Azul-noite
A lua cheia,
Com halo brilhante…
Eles me contaram
Meu pés descalços, úmidos, gelados
Eles me disseram:
Você estava lá
em tudo
Em Tudo
Inclusive em meus olhos
Hipnotizados pelo que estava por vir
Meus pés que tocando a areia gelada me purificavam
Meu corpo todo, em todas as vidas que eu possa um dia ter vivido
Em tudo isso, você estava lá
Sempre…
Sempre.
O amanhã chegando e chegando
E a certeza de que você estaria sempre lá
No meu fôlego de vida
Até o fim
E quem sabe… Depois.
Pra sempre lá.
Juliana Dacoregio, no blog Escrava das letras
A desnecessidade do templo
24/08/10
Nunca se vê no Novo testamento uma única ordem para se construir templos. Quando observamos as orientações aos apóstolos, presbíteros percebemos que ás únicas orientações eram para cuidar de si mesmos, da sã doutrina e do rebanho. Não está escrito construam prédios, preocupem-se com isso, de maneira nenhuma. Isso nunca foi dito.
A exigência de um templo, uma sede, está encarnada na alma cristã moderna, e veja bem, não é qualquer templo, pois foi-se o tempo em que cadeiras de plástico, uma caixa de som e um violão eram necessários. O templo tem que ter cadeiras acolchoadas, ar condicionado, púlpito de mármore e por ai vai. Mera estupidez!
Se os cristãos hodiernos percebessem que a existência ou não de templos não faz a mínima diferença para o verdadeiro adorador tudo ficaria mais fácil. Isso não sou que afirmo, mais o próprio Cristo em seu bate papo com a mulher samaritana. Se os cristãos percebessem que seus lares podem ser um lugar de adoração a Deus, porque afinal de contas a verdadeira igreja não é visível a nenhum olhar humano.
Ah! Se os obreiros percebessem que construir templos não glorifica a Deus, mas ás suas instituições, e que no final, elas não se lembrarão do suor derramado por eles quando construíam os palácios, que de maneira nenhuma poderiam ser para Deus, pois o Todo Poderoso não pode habitar em construções feitas por mãos humanas.
A se voltássemos aos tempos antigos, onde cada lar era uma igreja e cada pessoa era um verdadeiro adorador, poderíamos dizer assim: Aqui se reúne uma parte da igreja de Cristo.
Sola Gratia.
Natanael Tussini, no blog Pense Teologicamente [via Bereianos]
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É possível não depender mais dos templos. Eu sei que é possível! Eu consegui me livrar desse vício, dessa necessidade… mas, só quando você entende profundamente que já é habitação de Deus!
No momento de redenção
23/08/10
Eu não ouço musica evangélica! Desculpe os crentes de plantão e entusiastas do “louvorzão”. Eu não quero chocar ou polemizar mas não é mais possível (para mim, é claro) ouvir a maioria das músicas. Cansei de cantar para mim mesmo cânticos que falam que Deus vai me abençoar, me fazer flutuar, me lançar de cara num alvo como se eu fosse uma flecha (?). O louvor não deveria ser cantado no sentido pecador-divino?
A maioria dos cânticos de hoje transformou o Deus de amor revelado em Jesus em um “personal god” à disposição do usuário pagante, um gênio da lâmpada gerador de bem estar.
A alguns dias eu ganhei o dvd do U2, o 360. Quanta espiritualidade, quanta originalidade. Assistir Bono e sua equipe dizendo palavras tão profundas com tanta singeleza alimenta minha alma da forma com que os “louvores” deveriam fazer. Me enchem não de triunfalismo egoísta, nem de um emocionalismo pseudo-terapêutico, mas sim do Evangelho da Graça que me reconcilia com o Cristo da redenção me colocando em ritmo perfeito comigo mesmo.
Músicas como Amazing Grace, na voz de Bono, me lembram quem eu sou e quem Deus é. Me levam para longe dessas teorias religiosas paganizadas de que Deus só se manifesta se eu tomar a iniciativa, de que Ele é dependente de minhas ações e atitudes. Mas sentado em meu sofá participando ouvindo U2 eu cultuo, cultuo o Deus ilimitado, despadronizado, soberano, que se revela como quer. Cultuo o Deus absurdamente criativo que me surprende, me torno o vaso de barro que pode ser remodelado de varias formas por estar entregue nos braços do exímio oleiro.
O Evangelho está aberto a todos. O Cristo da cruz é o grito de Deus dizendo: “Voltem, venham, podem voltar, eu os recebo sem culpas, estou refazendo tudo, venham”. Só quem foi rendido ouve isso.
“No momento da rendenção
Eu cai de joelhos.
Eu não prestei atenção em quem passava
E eles não prestaram atenção em mim.”
Bono Vox – Moment of Surrender
Gustavo Lima, no blog Calmaria & Êxtase
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No momento de Redenção eu também caio de joelhos… curte aí essa linda canção:
A religião me atrapalha
15/08/10
É no domingo que me sinto mais puto com a religião. Com a religiosidade pra ser mais específico. No domingão aclamado como um dia para dedicar a família e aos amigos, portanto, e implicitamente, a Deus, porque quem diz amar a Deus e não ama o seu próximo engana a si mesmo e é um descarado, e se troca um happy hour com a família ou amigos por um entretenimento religioso cujo a taxa mensal suga escandalosos dez porcentos de sua renda, com o motivo certo de aplacar a consciência e sua dívida semanal com os céus, então, está trocando uma relação com Deus por uma relação de cunho consumista com o serviço ou produto religioso.
Demorei pra sacar isso! Por muito tempo, precioso por sinal, me “relacionei” com Deus por meio de práticas, compromissos e ritos que na medida dos anos provaram-se nada mais que um julgo e um fardo muito do sacana. Troquei muitos domingos com minha mãe por domingos com a igreja desempenhando o papel de prestar os serviços tão caros à religião e seus acionistas. A minha mãe, coitada, como era “do mundo”, corrijo, ainda é, não era dígna de passar tempo comigo, um santo em projeção na igreja. Misturar-me com “mundanos”? Só para falar de Jesus e pregar o Evangelho. Coisa que se resumia a exaltar a moral pregada pela igreja e depois explanar os motivos pelos quais o cidadão vítima do meu proselitismo iria para o inferno caso não acatasse minha lógica sagrada.
Canso de ver famílias e amigos deixarem de comungar de verdade uns com os outros porque têm a piedosa obrigação de não faltar os cultos ou missas ou seja lá como chamem os compromissos sagrados. Nada contra as pessoas se lançarem em suas crenças e ofícios religiosos. É um direito que elas têm, para prejuízo delas, tido como dever. Mas, quando isso me atrapalha… aí é canseira! Afinal, também tenho minhas obrigações no domingo. Dormir até tarde, até que o corpo diga: cheeega, tá bom, já tô novinho em folha! Almoçar com tranquilidade com a galera, com a família, com a namorada ou até mesmo sozinho, tranquilo e sossegado, assistindo ou ouvindo alguma coisa. Na hora em que todo mundo está indo para seus entretenimentos mensalmente pagos, eu geralmente vou para meus entretenimentos, digamos pré-pagos: cinema, pizzaria, sorveteria, shopping, etc. Alguma coisa que não arrombe minhas economias e que possa me dar um pouco de cultura, relacionamentos e escape de uma semana cheia de trabalho.
Até aí tudo bem! Uns vão para o culto ou missa, outros para o cinema ou um lanche com os amigos. O problema é quando esses mesmos indivíduos concorrem o horário e a discrepância de obrigações se cruzam. Nessa hora a religião só me fode…











