Artigos com o marcador ministério
Uma beleza que revolta
06/08/10
Um belo dia abracei a religião cristã.
Para falar a verdade, eu não era bom naquilo. Religião não é pra mim, e por algum tempo fiquei me sentindo um completo fracasso. Alguns religiosos me condenaram (e ainda condenam) ao fogo eterno, mas com o tempo passei a ver meu fracasso religioso como uma tremenda benção.
Porque, quando perdi minha religião, encontrei uma linda revolução.
Isso talvez ofenda ou surpreenda você, mas Jesus não é o fundador da religião cristã. É verdade, séculos depois dele levantou-se uma religião chamada “cristã” – mas, como você vai descobrir neste livro, em muitos sentidos essa religião representava o oposto de tudo que Jesus representava. Na verdade, como você vai também descobrir neste livro, o próprio conceito de uma “religião cristã” tem muito de mito quando entendido à luz do que Jesus representava.
Porque a mensagem essencial de Jesus não tem nada a ver com ser religioso. Basta ler os evangelhos: ele festava com os maiores pecadores e ultrajava os religiosos, e por isso foi crucificado.
O que Jesus representava era o início de uma revolução, revolução à qual ele deu o nome de “reino de Deus”.
O centro dessa revolução não é fazer com que as pessoas acreditem em determinadas crenças religiosas e adotem determinados comportamentos religiosos, embora essas coisas possam ser importantes, genuínas e úteis. Essa revolução também não está centrada na tentativa de consertar o mundo pela defesa das causas políticas “certas” e pela promoção das políticas nacionais “certas”, embora essas coisas possam ser nobres, bem-intencionadas e eficazes.
Não: o reino de Deus estabelecido por Jesus está centrado em uma coisa e apenas nessa coisa: manifestar a beleza do caráter de Deus e, em conformidade com isso, revoltar-se contra tudo que é inconsistente com essa beleza. O reino está centrado na manifestação de uma beleza que revolta.
O reino é, em resumo, uma linda revolução.
Tudo em Jesus manifestava esse reino belo e “revoltante”; podemos vê-lo de forma mais profunda quando que Jesus deixou-se crucificar. No Calvário Jesus exibe a beleza da decisão de Deus de sofrer pelos seus inimigos – em vez de usar seu poder onipotente para derrotá-los de forma violenta. No Calvário vemos também a revolta divina contra nossa escravidão à violência e tudo que nos mantém alienados de Deus e uns dos outros. O próprio diabo é confrontado e vencido pela cruz de Jesus Cristo.
A morte de Jesus resume o tema de sua vida inteira. Cada aspecto de sua vida, seu ensino e ministério colocava em exibição a beleza do reino de Deus e revoltava-se contra algum aspecto da cultura que contradizia esse reino.
O chamado essencial de todos que entregam sua vida a Cristo é unir-se a essa linda revolução e, portanto, viver e amar dessa forma. “Quem diz viver nele”, afirma João, “deve viver como ele viveu” (1 João 2:6). Devemos manifestar a beleza de Deus amando sacrificialmente nossos inimigos, servindo os pobres, alimentando os famintos, libertando os oprimidos, acolhendo os excluídos, abraçando os maiores pecadores e curando os doentes, como Jesus fez. E não existe como fazer isso sem ao mesmo tempo nos revoltarmos contra tudo em nossa vida que nos mantém autocentrados, gananciosos e apáticos diante das necessidades dos outros. Também não há como fazer isso sem revoltar-se contra tudo na sociedade – e, como veremos, no âmbito espiritual – que mantém as pessoas oprimidas fisicamente, socialmente e espiritualmente.
Você então vê que o reino não tem nada a ver com religião – quer seja “cristã” ou não. Tem a ver com seguir o exemplo de Jesus, manifestando a beleza do reinado de Deus ao mesmo tempo em que nos revoltamos contra tudo que é feio.
É uma linda revolução a que somos todos convidados a aderir. Mas para fazer isso será preciso abrir mão da religião.
Gregory A. Boyd
em The Myth of Christian Religion
(O mito da religião cristã)
Fonte: A bacia das almas
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Seguir o exemplo de Jesus é deveras muito difícil. Tal tarefa torna-se praticamente impossível quando ocupamo-nos de cuidar das pertinencias religiosas. Com esta já não me preocupo; na outra ainda sou medíocre…
Feridos em nome de Deus
11/03/10
Ao mesmo tempo que percebo um certo aumento de pessoas abandonando igrejas por inúmeros motivos, certos ou errados, também vejo o crescimento de pessoas que, na maioria sem senso crítico acurado, se entregam literalmente de corpo e alma para estruturas religiosas que servem de impérios pessoais.
O que está acontecendo eu não sei. Mas, sei que no meio dessa “zona” há muitos que são feridos e magoados de formas diversas. O modelo hierárquico instalado nas igrejas autoriza homens travestidos de “ungidos” a, em nome de Deus, causar sofrimentos em crentes ingênuos, ou ignorantes, ou obedientes, ou passivos o suficiente para delegarem suas vidas nas mãos de crápulas cheios daquelas boas intenções das quais o inferno está abarrotado.
É nesse contexto de abuso espiritual que a jornalista Marília de Camargo César traz relatos de histórias de pessoas machucadas por seus líderes, por suas igrejas e por pessoas a quem tinham por “santas”, em seu livro “Feridos em nome de Deus“.
Para quem conhece bem o cenário evangélico no Brasil, tomar conhecimento de histórias de pessoas que foram/estão feridas por causa de limites ultrapassados na relação líderança/liderados não soa nada novo; deveria soar preocupante. Mas, infelizmente esse tipo de abuso só vem ganhando maiores incidências. O livro vem em momento oportuno e urgente. É preciso despertar as pessoas com uma fé frágil e manipulável para a realidade dos sistemas religiosos a que estão inseridas.
Marília de Camargo César, de forma bem sóbria e responsável, traz em seu livro o resultado de entrevistas e pesquisas que procuram apontar um alerta para a igreja: pessoas estão sofrendo abusos e sendo violentadas por líderes eclesiais. E essa violação vai da psiquê ao físico da vítima de “homens e mulheres de Deus” cujo comprometimento maior é com o poder que exercem como tais.
Não pense que este livro não se encaixa a você porque acha que não é um ferido em nome de Deus ou uma vítima de abuso espiritual. A pessoa que sofre essa moléstia dificilmente irá perceber a tempo de buscar ajuda tanto na literatura quanto em ombros e conselhos sábios. Então, principalmente para quem pode ajudar alguém que esteja nessa triste situação é que a leitura faz-se importante.
Vale ressaltar a imparcialidade no trato com o tema. Embora a tendência seja execrar os responsáveis por infligir autoridade doentia sobre os crentes, a escritora mostra também o outro lado; muitas vezes o líder que abusa da dedicação, lealdade e fé de um membro, é antes de todos vítima do próprio sistema. Muitas vezes ele não perceberá que está ferindo pessoas e pisando em cima dos membros em nome de um ministério bem sucedido. Não são todos que têm a cara-de-pau de abusar conscientemente dos membros subordinados.
Se você é líder, seria de grande valia refletir nisso e ler os relatos de pessoas que chegaram ao ponto de abandonar Deus por causa de líderes cujo ministério não tinha nada de pastorear pessoas.
U2: música com relevância
09/03/10
Em pensar que um dia minha consciência religiosa evangélica doeu por escutar “música mundana”.
Ainda bem que não tomei a pílula azul… Ah, como a Verdade liberta! Desde que os escutei, sempre apreciei o som do U2 e sua poesia. Isso, sim, é unção!
Recomendo a leitura para os “ouvidos-santos”, do livro Walk on – A jornada espiritual do U2 escrito por Steve Stockman. O livro aborda com bastante pertinência o caráter de exclusão da igreja e sua alienação com o mundo de hoje, negando dessa forma aos maiores necessitados – os doentes e os injustos – a Graça oferecida por Jesus. Para quem curte a banda, leitura altamente recomendada. Ao contrário de sua circulação ser “secular”, o autor fala diretamente com a igreja.
Graças a Deus, eles não deram ouvidos a “profetas” alienados, que os aconselharam a abandonar o rock e se enfornarem dentro de uma igreja!
Sei que os vídeos já são old, mas, com certeza tem quem não viu ainda, né?! Com a palavra, o Reverendo Bono:
Bono fala da Graça. Parte 1:
Bono fala da Graça. Parte 2:
Bono fala para 70.000 pastores. Parte 1:
Bono fala para 70.000 pastores. Parte 2:
Fui abusado dentro da igreja
18/02/10
Conheço muitas pessoas que foram abusadas dentro da igreja. Pessoas que tiveram sua “infância” roubada por líderes religiosos. “Crianças” infligidas na alma por porcos de espírito e doutrina pervertida. Eu mesmo sou uma destas pessoas.
Infelizmente poucos conseguem sobreviver à esse estupro mental e espiritual, e encontrar Deus apesar das feridas causadas pelos “homens de Deus”…
Não é fácil curar a alma de alguém que teve seu espírito violado… não é um trabalho simples reestabelecer sentimentos de confiança, proteção e segurança em “adultos” que foram abusados quando “crianças”… muitos afastam-se completamente de Deus porque não conseguem entender como Ele pôde permitir que “seus líderes” fizessem tão grande barbaridade com “pequeninos”!
Quando somos apresentados a Cristo e decidimos entregar nossas vidas à Ele, somos feitos novas criaturas. Tornamos a nascer novamente… E desde então começa-se um processo de crescimento cujo o objetivo é sermos transformados por Ele, de modo que passemos a ser à imagem e semelhança de Deus! Nascemos de novo e tornamo-nos “crianças” na fé que devem tornar-se “adultas” na fé… Então, somos bebês na fé, crianças espirituais!
Inicia-se, então, uma caminhada, que começa nesse Novo Nascimento, que deve ser centrada em Cristo. Decidimos desconstruir nossas práticas de pecado e nossas prioridades egocêntricas para aprender as coisas do Céu. Para conhecer mais do Alto. Para obedecermos ao Pai… Para aprendermos a amar a Deus!
Somos então pequeninos na fé! Bebês espirituais que precisam de leite espiritual… somos ainda débeis na fé! “Crianças” espirituais que são dependentes dos “adultos” espirituais! “Crianças” que nasceram da água e do Espírito e que precisam ser alimentadas com alimento de fácil digestão!
Como qualquer criança, nesse período nos sentimos eufóricos e curiosos quanto ao mundo que nos rodeia! No caso de quando nos decidimos por seguir a Cristo, ficamos ansiosos por nos aprofundar nas Escrituras, ficamos curiosos em relação à tudo que diz respeito a Deus… esta sede é natural dos pequeninos na fé! Crianças na fé são imaturas em teologia, na doutrina, no amor, na espiritualidade…
Da mesma forma que é natural, enquanto crianças, depositarmos nossa confiança e lealdade pueris nos de maior estatura, os adultos, também como pequeninos na fé somos leais e confiamos nos de maior estatura na fé, os líderes religiosos… os “sacerdotes”… aqueles que “detêm” profundo conhecimento espiritual, bíblico e doutrinário!
É com eles que aprenderemos a dar os primeiros passos em Cristo. É com eles que aprendemos a discernir as coisas espirituais. O certo do errado. Aprendemos com eles como desenvolver nossa Salvação… aprendemos como dizer as primeiras palavras, ou melhor, como começar a Evangelizar! São destes “adultos” na fé que recebemos a atenção especial, o discipulado básico!
Infelizmente, esse sistema religioso delega poderes abíblicos a alguns “adultos espirituais” que por sórdida ganância e infinda ambição por poder, estupram as “crianças espirituais”. Abusam da “autoridade” auto-instituída sobre os pequeninos na fé e violam a alma e o espírito daqueles que são dependentes e necessitados de mais conhecimento de Deus! Estes abutres fazem com que estas “crianças” tornem-se deficientes em sua espiritualidade, faz com que tornem-se dependentes destes “adultos” de forma doentia e pouco saudável! De forma a sugar toda a energia destes “pequeninos”, de maneira que, são feitos meros objetos para sua auto-preservação e auto-realização “ministerial”…
Estes traem a confiança e a lealdade dos pequeninos na fé que têm seu crescimento tolhido e interrompido por causa de abusos “doutrinários”, “coberturas espirituais” e sistemas religiosos que em nada cooperam para que estas crianças consigam crescer! Na verdade, estes “adultos” não querem que as “crianças” cresçam e entendam que são abusadas por eles…
A espiritualidade ingênua dessas “crianças espirituais” dá abertura ao oportunismo das víboras que mantém o sistema eclesial. Essas crianças na fé têm todo o seu potencial, dinheiro e energia absorvidos em prol do inchamento da instituição “igreja”. Que por sinal, não visa a implantação do Reino de Deus, mas a ostentação do governo de lobos em pele de cordeiro; de falsos profetas, falsos pastores, falsos mestres, falsos apóstolos…
Esta não é uma exploração sexual de menores, mas, é a exploração espiritual de “crianças espirituais”! Muitas mulheres e homens que hoje se rendem à prostituição, à homossexualidade e ao vício foram abusados sexualmente quando ainda crianças cheias de vida, pudor e inocência… ninguém pode prever as consequências na alma de quem experimentou um abuso sexual. Da mesma forma, as consequências do abuso espiritual são também imprevisíveis! Alguns tornam-se ateus, desistem de Deus. Outros se afastam de Deus porque conheceram o “Deus” de seus aliciadores espirituais, seus líderes religiosos. E não era deste “Deus” que necessitavam. Outros se entregam de corpo e alma ao pecado porque não suportaram ser esmagados pela legalidade de seus aliciadores espirituais! Contudo, alguns têm sobrevivido e conseguido encontrar uma fé vibrante, autêntica e madura fora desse sistema que abona o abuso da fé dos pequeninos!
Infelizmente, muitas “crianças” espirituais pensam que tudo o que fazem com elas dentro da igreja é normal… esse entendimento é fruto da confiança que depositam em seus “pais” na fé… e acreditam piamente que o seu “pai” na fé não está abusando dela, mas se relacionando! Ensinando, cuidando e alimentando! Por isso nunca despertam para tal abuso… porém, também experimentam as consequências disso mesmo que inconscientes. Outras conseguem enxergar a animosidade desta relação “eclesial” e despertam, denunciam e lutam contra essa triste realidade que poda o crescimento espiritual da Igreja… Os que conseguem ser libertos e curados dessa exploração espiritual entendem que podem ser “adultos” na fé que desempenham seu sacerdócio em Cristo Jesus e dependem apenas do amor dos irmãos, não da imposição de autoridade e coberturas que servem à disfunção espiritual de certos “adultos” doentes…
É necessário dizer NÃO à “pedofilia” espiritual… ao abuso espiritual dos pequeninos na fé! É imprescindível que lutemos contra a exploração espiritual de “crianças” espirituais! Em prol de cristãos maduros, saudáveis e livres!
DENUNCIE!!!
We Are The World 25 pelo Haiti – Vídeo Oficial
13/02/10
Há 25 anos, Michael Jackson reuniu 45 dos maiores nomes da música para gravar sua emblemática canção We Are the World, com o fim de arrecadar fundos para o combate da fome na África. Os artistas formaram o grupo USA for Africa. O single, o LP e o clipe renderam cerca de 55 milhões de dólares.
Agora é a vez do Haiti. Atores e cantores famosos (eu acho) no mundo todo se uniram para ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro. Nomes como Barbra Streisand(?), Celine Dion, Kanye West, Enrique Iglesias, Vince Vaughn(?), Jeff Bridges(?) e Nicole Scherzinger(?) estiveram no Jim Henson Studios, em Hollywood, nos EUA, para gravar uma nova versão da música We Are The World.
O projeto ganhou o nome de “We Are The World 25 Years for Haiti” e tem como objetivo arrecadar dinheiro para ajudar a população do país vítima de mais uma tragédia, além da social.
Ainda prefiro o clipe original. Sei lá, clássico é clássico… não conheço nem metade dos artistas que participaram dessa nova gravação. Penso eu que atualmente existem grandes nomes da música para elencar tal iniciativa, mas acho que não os vi nesse vídeo. Parece que só tem artista teen! E outra, senti falta do Bono de novo!
Olha aí como ficou o vídeo oficial We Are The World 25 Anos Pelo Haiti, que também conta com a participação póstuma do Michael Jackson:
Agora, pra relembrar veja o clássico da década de 80 encabeçado pelo Michael Jackson, ainda vivo e em plena faculdades mentais
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